Foi-se o tempo em que esperávamos arduamente aquele LP do Geraldo Azevedo sair para finalmente termos uma nova música para embalar os corações fervorosos.
Caetano Velozo, Geraldo Vandré, Chico Buarque e tantos outros por muito tempo foram a voz de um povo que clamava dias melhores e varriam as ruas com a certeza de saber o que realmente se passava em suas vidas.
Hoje, fadados ao simples título de mestres da Música Popular Brasileira, invadem os ouvidos dos mais novos como se tivessem feito canções a mercê de quaisquer situações, brigando metaforicamente por um espaço entre a futilidade de diversos artistas atuais e suas obras.
Embora não tenha vivido esta época de luta e exposição do pensamento crítico através dos poemas oprimidos, sinto falta da coerência e afirmação das pessoas que usavam a música para combater o lixo político e assim construirem um país melhor.

Escrevi esse texto em um momento inspirado. Gostei tanto que aproveitei o rascunho para organizar e colocar aqui. O original tinha algumas modificações no final mas que não consegui lembrar. Valeu a pena.

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