A Creatto.

Uma das agências de publicidade mais requisitadas de Pernambuco, a Creatto existe há 10 anos e surgiu através do projeto de uma empresa júnior no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Os primeiros trabalhos realizados foram: a capa de uma revista de Brasília, a marca da empresa Refrescos Guararapes – Representante dos produtos Coca-cola no estado, cobertura de evento da Secretaria de Educação, entre outros. No ano de 2006, a Creatto fundiu-se com a Talk Comunicação, mas, por diversos motivos, esta parceria não vingou e as duas empresas voltaram as suas atividades separadamente.

Visão atual da Propaganda.

Na década de 80, surgiram, as duplas de criação e assim se deu o “boom” das empresas de propaganda no mercado. Profissionais como Washington Olivetto, Marcello Serpa, Nizan Guanaes, brilharam nesta época com a propaganda criativa, ainda que os orçamentos das agências estivessem fora da realidade. Com o passar dos anos, houve a normatização e o estabelecimento de preços mais justos a partir da fundação de instituições como o Sinapro – Sindicato das Agências de Propaganda. Hoje, o público tornou-se mais exigente, são diversas marcas disputando um espaço publicitário e, embora algumas sejam direcionadas, quando as pessoas conseguem gravar os produtos esquecem os comerciais justo pelo aumento da quantidade de propagandas.

Os Departamentos.

Para melhor controle e organização as atividades, as agências publicitárias estão divididas em departamentos, são eles:
Atendimento – Atua como cartão de visita da empresa. Tem como objetivo, conquistar a confiança do cliente através da pró-atividade, apurar ao máximo as informações e detalhes sobre a empresa e o produto a serem trabalhados por ele;
Planejamento – São responsáveis por toda estratégia de marketing do cliente e quando necessário fazem a pesquisa de mercado do cliente;
Criação – Daqui saem às idéias, textos e imagens para a propagação do produto e marca por intermédio da dupla de criação composta pelo diretor de arte e pelo redator, estes supervisionados pelo diretor de criação;
Produção – Tem como função executar a cotação dos serviços nas gráficas e em outros suprimentos;
Mídia – O profissional desta área tem o papel de negociar com os veículos de comunicação de acordo com a verba existente, escolhendo os melhores horários e emissoras para que a campanha seja divulgada;

Cliente x Agência x Fornecedores.

A relação exercida entre o cliente, a agência e o fornecedor de produtos e serviços, para a agência, é sempre algo bastante minucioso. O cliente tem a garantia de que sua propaganda vai ser vinculada no prazo estipulado, a agência deve cumprir com o seu papel e entrar em contato com os fornecedores para negociar valores, horários, utensílios, enfim, tudo o que for necessário para a campanha.
O problema, muitas vezes, está justo na hora do fornecedor cumprir com o prazo acordado. Não são todos, mas exclusivamente em Pernambuco, o maior problema das agências está na veiculação de Outdoors.
O que vem acontecendo hoje, é a falta de comprometimento das empresas desse ramo. As agências reservam seus espaços e não tem a garantia de que ele estará disponível no dia e hora acordados ou, muitas vezes, encontram os espaços depredados, mal posicionados, entre outras falhas, mas já são feita reuniões junto aos órgãos competentes contra esse tipo de prática abusiva.
Com relação aos valores na produção de folders, brindes, banners e outros promocionais, a agência lucra 15% em cima do valor total dado pela gráfica. Já nos veículos de comunicação – TV, Jornal, Rádio, Outdoor, Outbus, Backbus – esta margem de lucro passa para 20%. Vale ressaltar que, muitas vezes, o cliente não entende e as agências passam este valor do lucro como desconto e esta atitude é recriminada pelos órgãos de normatização.

Gerando resultados.

Para que uma agência acerte suas atividades, é necessário que ela invista maciçamente na ação dirigida, na mídia focalizada, pois, este tipo tem efeito melhor efeito do que quando se utiliza a propaganda em massa.
“Repetição gera reputação”. E quem não se lembra dos comerciais da Bombril, Batom Garoto, Oi. Estes são exemplos clássicos e até recentes de que explorar a repetição de palavras, imagens ou gestos é um ato de sucesso, que torna as empresas cada vez mais populares. É uma técnica que dá ênfase à marca e explora o cliente, fazendo com que ele tenha mais amplitude no mercado.

Fonte: Relatório sobre visitação à Creatto
Créditos: Danielle Ferreira